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Migrantes venezuelanos recebem apoio e capacitação

Assessoria | Setas-MT

Jana Pessôa
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A interiorização foi a estratégia adotada pelo Governo Federal para proporcionar melhores condições aos migrantes venezuelanos que querem viver e trabalhar no Brasil. A estratégia tem apoio técnico de agências das Nações Unicdas (ACNUR e OIM) e o apoio do Governo do Estado, por meio da Secretaria de Estado de Trabalho e Assistência Social.

Nosbaldo José Gonzalez, de 37 anos, advogado, licenciado em direitos humanos chegou em Cuiabá com a esposa e deixou seis filhos com a sogra na Venezuela. A expectativa dele é trabalhar e poder trazer os filhos. “A situação na Venezuela está muito forte, principalmente com relação a comida e ao trabalho. Sou muito agradecido ao governo do Brasil e a ONU que tem nos acolhido”, disse.

A Setas acompanha o processo desde seu início por meio da Superintendência da Família e Serviços Socioassistênciais (SFSS), que integra o comitê receptivo de acolhimento. Os migrantes ficam na Pastoral por um período de 45 dias. Esse é uma etapa de adaptação à cidade e também período de inclusão.

O casal José Rafael Lista e Johanna Gomez chegou a Cuiabá e juntos participaram do curso de produção de biscoitos. “Fomos muito bem recebidos por todos aqui. O curso está nos ajudando muito, estamos aprendendo bastante coisa”, disse a venezuelana de 43 anos.

Aulas de português, técnicas de empreendedorismo e noções sobre direitos trabalhistas são outros temas abordados na casa. A Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), o Centro Universitário de Várzea Grande (Univag) e a Universidade de Cuiabá (Unic) são exemplos de instituições que oferecem cursos na Pastoral.

Os dois já realizaram cadastro no Sistema Nacional de Empregos (Sine-MT) e aguardam por vagas no mercado de trabalho. Os filhos estão matriculados em uma escola próxima a Pastoral e já frequentam as aulas. Os quatro convivem com a esperança de juntarem-se a outros três filhos do casal. “Temos um filho em Boa Vista, um em São Paulo e uma filha que ficou na Venezuela. Queremos trazer todos para Cuiabá”, finaliza José.